O artigo discute mitos comuns sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), destacando a importância de buscar informações confiáveis e combater desinformações. A autora esclarece conceitos equivocados, reforçando que o autismo faz parte do neurodesenvolvimento e que pessoas autistas têm sentimentos, vínculos e singularidades.
Em um ambiente digital onde qualquer conteúdo pode se tornar viral em poucos minutos, a responsabilidade de buscar informações corretas nunca foi tão urgente. A internet ampliou o acesso ao conhecimento, mas também abriu espaço distorções e narrativas sem fundamento, que se espalham com a mesma velocidade das notícias verdadeiras. Venho atentar a algumas “Fake News” espalhadas nas redes sociais sobre Transtorno do Espectro Autista (TEA). Neste momento é essencial desenvolver um olhar crítico e recorrer a fontes confiáveis antes de aceitar ou compartilhar qualquer afirmação.
1. Autismo é causado por vacinas
Falso. Vários estudos epidemiológicos não encontraram uma associação entre a vacina da Tríplice Viral e o Autismo, incluindo um estudo que descobriu que a vacina não estava associada a um risco aumentado de autismo, mesmo entre crianças de alto risco cujos irmãos mais velhos tinham autismo. Apesar das fortes evidências de sua segurança, alguns pais ainda hesitam em aceitar a vacinação de seus filhos, o que vem levando a surtos ou ressurgimentos de doenças, como o Sarampo. Esse movimento antivacinação tem sido crescente no mundo inteiro e vem causando uma preocupação crescente à OMS.
Em relação à classificação do TEA, encontramos postagens que faziam referência ao mito de que “Autismo é uma doença” e de que “Autismo tem cura”.
Em relação à classificação do TEA, encontramos postagens que faziam referência ao mito de que “Autismo é uma doença” e de que “Autismo tem cura”.
2. “Autismo é uma doença” e “Autismo tem cura
Falso. Como o próprio nome indica, trata-se de um transtorno do neurodesenvolvimento e não uma doença, que acompanham o sujeito ao longo do seu desenvolvimento. Os primeiros sinais são percebidos nos primeiros anos de vida, dependendo do nível de suporte, sendo mais comum, antes de as crianças ingressarem na escola e são caracterizados por déficits que variam desde limitações específicas na aprendizagem, ou no controle das funções executivas, até prejuízos globais em habilidades sociais ou cognitivas.
Juntamente aos mitos de que o TEA tem cura e de que é uma doença, há também a ideia de que “é só uma fase”. Definitivamente, trata-se de um mito. O que pode vir a ocorrer é que, feito o diagnóstico precocemente, a estimulação também precoce pode contribuir para um prognóstico favorável do transtorno, pois o autismo vai acompanhar o sujeito pelo resto da vida.
Um outro post encontrado nas redes sociais foi de que as pessoas com TEA não gostam de ter amigos.
Juntamente aos mitos de que o TEA tem cura e de que é uma doença, há também a ideia de que “é só uma fase”. Definitivamente, trata-se de um mito. O que pode vir a ocorrer é que, feito o diagnóstico precocemente, a estimulação também precoce pode contribuir para um prognóstico favorável do transtorno, pois o autismo vai acompanhar o sujeito pelo resto da vida.
Um outro post encontrado nas redes sociais foi de que as pessoas com TEA não gostam de ter amigos.
3. “Pessoas com autismo não gostam de ter amigos”
Falso. Esse conceito é largamente difundido na internet. O que ocorre é que alguns autistas possuem dificuldades de comunicação que influenciam nas habilidades para manter uma conversa, como dificuldade em sustentar uma fala alternando turnos, e podem possuir um gosto por falarem apenas de hiperfocos. Outra questão a ser citada é o fato de que em alguns casos, mesmo após terem sido treinados e terem desenvolvido habilidades comunicativas sociais, como manter contato nos olhos, cumprimentar, iniciar e responder uma conversa, eles apresentam dificuldades em reunir essas habilidades em um momento mais espontâneo, o que pode gerar uma dificuldade em manter uma amizade.
Com relação direta, ao que foi apresentado acima, outro conceito que circula amplamente é que pessoas com TEA são incapazes de amar e ter empatia.
Com relação direta, ao que foi apresentado acima, outro conceito que circula amplamente é que pessoas com TEA são incapazes de amar e ter empatia.
4.“Autistas são incapazes de amar e de ter empatia”
Falso. Ao abordar os conceitos socioemocionais de amor e empatia, é importante deixar claro que a cognição social diz respeito aos processos mentais envolvidos nas interações entre as pessoas. Isso inclui perceber, interpretar e responder às intenções, emoções e comportamentos dos outros. Assim, ao contrário do que muitos imaginam, indivíduos com TEA têm sentimentos, mas podem apresentar dificuldades em expressá‑los ou compreendê‑los da mesma forma que outras pessoas.
A percepção de emoções envolve a habilidade de identificar sentimentos por meio de expressões faciais e corporais, do tom de voz e de outros sinais não verbais. Além disso, inclui compreender essas emoções e saber como lidar com elas. Pessoas com TEA podem ter desafios nessas áreas, não por falta de sensibilidade ou afeto, mas por diferenças na forma como processam informações sociais. Portanto, ao contrário do que afirma o mito, conforme representado na figura, de que “Autista não, por falhas em habilidades da comunicação, percepção social e Teoria da Mente.


